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Diário Medicina Preventiva

Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da prevenção para preservarmos a nossa saúde.

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18.Jun.07

CUIDADO COM OS SOLÁRIOS

 

A beleza é, certamente, uma das inquietantes preocupações de muitas mulheres, particularmente nesta altura do ano. Todas queremos um bronzeado invejável, nem sempre fácil de conseguir mesmo com idas regulares desde cedo à praia. A solução que muitas mulheres encontram é dada pela modernidade: os solários.

Ir ao solário, mais do que um acto desesperado de se bronzear, tem ganho uma conotação de social, "chique", um verdadeiro evento digno de pessoas com classe.

Mas será que essas pessoas têm consciência de que a factura a pagar vai muito além daquela mais imediata?

Uma sessão de solário pode costar entre 5 a 10 euros se durar no máximo 10 minutos. O problema é que a tendência é o solário tornar-se um verdadeiro vício para quem adora o resultado bronzeado, podendo tornar-se bastante mais dispendioso. O principal preço, esse é pago na factura da Saúde.

A maioria dos utilizadores pertence à faixa etária entre os 18 e 30 anos e, parecendo mais ou menos incrível, o número de utilizadores do sexo masculino tem aumentado significativamente. Ao que parece, o bronze é mais um dos itens de beleza que já não preocupa nem escraviza apenas as mulheres.

 

Mas o que tem o solário de milagroso? Na verdade? Nada. Estas máquinas emitem radiações ultravioletas, cuja exposição aumenta o envelhecimento precoce da pele e aumenta também exponencialmente a probabilidade de desenvolver cancro de pele. Também os olhos podem ser afectados com esta tendência, que aumenta o risco de desenvolver cataratas.

O que é certo é que nem todas estes riscos parecem demover os utilizadores, que devem usar, nas suas idas ao solário, um creme protector, óculos protectores e, ainda, terem cuidado com o tempo de exposição e com a eventual interferência desta exposição com fármacos que possam ter tomado. O número de pessoas a frequentar solários no nosso país tem aumentado. Os solários portugueses, no entanto, não permitem a entrada a jovens com menos de 18 anos nem a mulheres grávidas.

Todos os anos surgem, em Portugal, dez mil novos casos de cancro da pele. O melanoma maligno, que é o mais perigoso, regista cerca de 800 novos casos todos os anos e atinge sobretudo adolescentes e os adultos mais novos.

Apesar das inúmeras campanhas de prevenção nesta área, ainda há muito a fazer. É importante a sensibilização das pessoas para os inúmeros riscos da exposição, tanto ao sol natural, como a este tipo de solários que emitem radiações UV, e também motivá-las de forma a que não hesitem em consultar o médico, já que o diagnóstico precoce aumenta o sucesso do tratamento.

O aumento dos utilizadores de solário será, a longo prazo, significiativo para o aumento do número de casos de cancro cutâneo. Uma média de 30 sessões por ano equivalem, em termos de malefícios, a 100 escaldões. Da mesma forma, apenas 10 sessões aumentam 8 vezes a probabilidade de um indivíduo desenvolver cancro da pele.

O solário veio para ficar, mas uma coisa é certa: os seus utilizadores correm grandes riscos de virem, literalmente, "a sofrer na pele" os efeitos desta nova tendência.

 

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